Veneno - Kate Pinborough




Esse livro tem a seguinte chamada: "Repense seus vilões" 

Isso me fez pensar que seria uma releitura dos contos de fada na qual simpatizamos com o vilão, a estilo do filme Malévola, por exemplo, logo comprei toda animada e mais animada ainda por saber que era uma trilogia.

No entanto confesso que minhas expectativas não foram superadas, na verdade nem chegaram perto disso.

Esse livro prova que definitivamente ser best-seller não significa livro bom. (Como se já não soubesse disso, depois de 50 tons, Crepúsculo etc etc...)

O que o livro promete: uma versão picante da história da Branca de Neve escrita de forma sarcástica.

O que o livro oferece: cenas picantes jogadas sem contexto e personagens inverossímeis. 

Tudo bem que é um livro curto de apenas 200 páginas, mas nessas 200 páginas não consegui simpatizar ou torcer por nenhum personagem.

Uma das únicas coisas que achei interessante é que a autora faz uma mistura de contos, como na série Once upon a time, pois fazem parte dessa história personagens de outras histórias também.

O livro também tem um final bem surpreendente, não posso negar, nisso ele cumpre o que promete, quando diz que não existem finais felizes.

Mas de resto, esse livro é bem dispensável e não me deixou com vontade de ler os próximos, sinto informar. É uma pena, porque tinha potencial.

Agora vamos aos spoilers, se não quiser saber, não continue lendo, embora vai fazer mais sentido o porque do meu desgosto com esse livro:

A Rainha é uma jovem de 24 anos que se casou a contragosto com o Rei, pai da Branca de Neve, mas usa de sua beleza para fazer o que quiser com o Rei e sente inveja de Branca de Neve, por isso quer casa-la a todo custo, para se ver livre dela. Não diferindo muito da história original que conhecemos da Disney, exceto pelas cenas de sexo presentes no livro.

ALERTA DE SPOILER
O caçador contratado pela Rainha, ao vê-la fica deslumbrado com sua beleza e antes das negociações, na mesma cena em que os dois se conhecessem, rola uma cena de sexo, assim DO NADA. Ok, todo mundo sabe que eu adoro livros picantes, mas que tenham contexto lógico né? A Rainha supostamente toda cheia de si iria transar com o caçador só porque ele elogiou sua beleza? Tenho Minhas dúvidas.

A personagem Branca de Neve é uma mocinha apenas quatro anos mais jovem que a Rainha, mas que parece muito mais nova (segundo a Rainha) por ser ingênua, bobinha e só querer se divertir com seus amigos anões, sem pensar em casamento. Isso faz pensar que nossa mocinha ainda é uma jovem virgem, o que torna muito esquisita a cena descrita a seguir:

ALERTA DE SPOILER
O caçador encontra Branca de Neve tomando banho nua no rio e deslumbrado com sua beleza desiste de mata-la pedindo que ela vá embora, se esconda e ele levará para a rainha o coração de um veado dizendo ser o dela.
Então Branca de Neve SE OFERECE nua para o caçador, não se sentindo nenhum pouco acanhada com sua nudez na frente dele e pede que ele a toque como tocou a rainha. E os dois se beijam, dando a entender que ele fez sexo com Branca de Neve também.
Vocês acreditam que uma mocinha bobinha e virgem faria isso com um homem desconhecido por mais bonito que fosse? Sei não.

Continuando o show de bizarrice temos o príncipe que se apaixona pela Branca de Neve já sob encanto da maldição. Ele a conhece assim e fica conversando com ela, encantado por sua beleza, e convence os anões a permitir que ele a leve para seu reino, para protege-la da rainha.

No caminho os cavalos se assustam, a carrugem acaba virando e Branca de Neve acaba acordando, pois não tinha engolido a maçã, que estava apenas presa em sua garganta. Quando acordou, o príncipe pediu Branca em casamento, completamente animado, dizendo que se apaixonou por ela enquanto ela dormia.

e ALERTA DE SPOILER
Ela aceita! A moça que não queria se casar o livro inteiro, aceita se casar com um príncipe que acabou de conhecer PORQUE ele disse que já a conhecia e estava apaixonado.

No entanto o príncipe percebe que a princesa não era nada do que ele esperava pois ela gosta de ir em bares, bebe mais que ele e tinha experiência sexual, e o príncipe acaba se tornando o verdadeiro vilão do livro.

Não darei mais spoilers porque se alguém ficar curioso e quiser ler esse livro, a melhor parte é o final e não vou estragar a única cerejinha desse bolo.

Pelo final, dou 3 estrelas, sendo bem generosa.

Se alguém já leu e discorda, por favor comente :D 






Jantar Secreto - Raphael Montes



Vim aqui falar deste livrão da poha. A primeira vez que ouvi falar dele, nem tinha me dado conta do nome abrasileirado do autor e já fiquei super louca para ler só pelo enredo.
Depois que vi que era nacional então, o coração bateu mais forte demais, porque como leitora e aspirante a escritora me dá 300 tipos de nervoso essa gente com mimimi de livro nacional. Foi o primeiro que li deste autor e procurarei pelos outros agora. Porque...

TEM LIVRO NACIONAL BOM SIM OK?

E tem muito livro internacional que não serve nem pra limpar o chão também, sem querer citar nomes, mas já citando Cinquenta Tons cof cof...

Sem mais delongas vamos falar sobre o livro tentando não dar spoiler:

Um grupo de universitários prestes a serem despejados porque um deles usou o dinheiro do aluguel indevidamente tem uma brilhante ideia: vamos oferecer jantares no nosso apê, cobrar bem e com isso pagar a dívida com a imobiliária.

Tinha tudo para dar certo, afinal, um deles era um respeitado e vaidoso chef louco para por em prática seus pratos mirabolantes. BUT

O mesmo coleguinha que gastou o dinheiro do aluguel, acrescentou um pequeno detalhe nos jantares secretos que eles ofereceriam: eles serviriam carne humana.

Por essa prévia, eu jurava que o livro ia ser meio tenso, clima da série Hannibal e tal MAS para minha surpresa eu nunca ri tanto na vida.

Acreditem, o livro sabe ser cômico e prender a atenção num nível em que eu li ele praticamente em dois dias.

Não me levem a mal, canibalismo não é engraçado, engraçado é como a situação toda foi mostrada.

O livro é recheado de humor negro e críticas sociais fodas. Lá pelo final o clima começa a sair da comédia para seguir a tensão que era esperada desde o começo e o final é bem surpreendente.

Resumindo, super super recomendo.

Você vai rir, você vai roer as unhas, você vai ficar preocupado e com certeza não vai conseguir largar esse livro até não terminar.

Plus: ADOREI o fato das conversas de Whatsapp terem sido transcritas no livro, exatamente como se fosse um print do celular, inclusive com direito a memes. Foi a primeira vez que vi essa informalidade em livro e aprovei. 

Enfim, se joguem. É uma delicinha. 











A Livraria Mágica de Paris - Nina George

O livreiro parisiense Jean Perdu sabe exatamente que livro cada cliente deve ler para amenizar os sofrimentos da alma. Em seu barco-livraria, ele vende romances como se fossem remédios. Infelizmente, o único sofrimento que não consegue curar é o seu: a desilusão amorosa que o atormenta há 21 anos, desde que a bela Manon partiu enquanto ele dormia. Tudo o que ela deixou foi uma carta — que Perdu não teve coragem de ler. Até um determinado verão — o verão que muda tudo e que leva Monsieur Perdu a abandonar a casa na estreita rue Montagnard e a embarcar numa jornada que o levará ao coração da Provence e de volta ao mundo dos vivos.

Esse livro me enganou. Logo nos primeiros parágrafos eu já pensava que esse seria o livro da minha vida, daquele tipo de livro sensível, com linguagem poética que eu vivo procurando. Eu adorava cada palavra e queria citar cada frase. Era uma mistura de Amelie Poulain com Amor em Minúscula. Era um deleite literário. Mas infelizmente, não durou muito. 

Sem muita indicação de que isso aconteceria, a linguagem poética tomou um rumo sexual que não era nada do que eu esperava. Não que isso seja necessariamente ruim em um livro, mas foi num momento muito inesperado, e parece que realmente não coube naquele contexto. Tentei passar por cima disso, mas me deixou incomodada. Parece que o clima se perdeu ali.

Depois o livro segue  e a gente "meio que acostuma" com esse ritmo, ao mesmo tempo que ele meio que fica mais leve e consegue ser realmente poeticamente sensual - o que talvez fosse a intenção desde o início - Então a história segue com personagens improváveis, acontecimentos improváveis, amizades improváveis e um rumo que não tem como dar em nada demais, para terminar bem depois do que deveria com perguntas que não foram bem respondidas. 

É uma pena pois a ideia era maravilhosa e, no começo, parecia que seria uma história deslumbrante. Mas logo se perdeu e deixou muito a desejar. A vontade que dá é de fazer a autora reescrever se apegando mais a proposta original da farmácia literária, que seria fantástica se tivesse sido mais usada, mas que quase não apareceu e por um tempo ficou até esquecida na trama toda. Ao invés disso, algumas indicações de livros foram receitadas ao final - e que não foram usadas no livro - além de algumas receitas de pratos que apareceram no livro. (Oi?)

Dizer que não gostei dessa história é impossível, afinal ela terminou de uma forma que deixa uma sensação gostosa de calmaria e coração tranquilo; mas não posso deixar de pensar que foi sim, mal organizada e poderia ter sido infinitamente melhor. 

Projeto Perca um Livro

Você já ouviu falar no Projeto Perca um livro? Trata-se de uma iniciativa que existe no mundo inteiro e consiste em "perder" um livro em algum lugar como bancos de praças, transporte público, aeroportos ou espaços público em geral, onde alguém possa encontrá-los para ler. O esperado é que a pessoa leia e perca o livro novamente e, dessa maneira, esse livro segue servindo de incentivo à leitura e entretendo outras pessoas de forma gratuita.

Hoje tivemos reunião do Grupo Leitores Sulistas, onde nos encontramos para trocar, vender e falar sobre livros. Levei vários livros para doação e os que sobraram, foram "perdidos" nos bancos do Mercado Central em Pelotas. A ideia era deixar na Praça onde sempre nos reunimos, mas o perigo iminente de chuva nos fez pensar que um local coberto seria mais seguro.

Grupo Leitores Sulistas
Inicialmente pensei que todos os livros seriam doados durante o encontro e, por isso, não preparei nada para marcar os livros e nem sequer anotei direito quais seriam doados. Na última hora me lembrei de marcar com tags do blog, do grupo e do projeto: #MeioLiteral #LeitoresSulistas e #PercaUmLivro. Dessa maneira espero que quem achou os livros, consiga chegar direitinho até a informação de onde esses livros vieram e qual o propósito do projeto.

Dentre os Livros Perdidos estavam
  • A vida Secreta no Sena - Mort Resenblum
  • Iracema - José de Alencar
  • Relato de um Amor - Gabriel Padillla
  • Dama de Vermelho sobre Fundo Cinza - Miguel Delibes
  • O primo Basílio - Eça de Queiroz
  • Ponto Pé de Flor - Clara Pinto Correia
  • Apenas uma sombra da felicidade - Uwe-Karsten Heye
  • O segredo do quadro - Carey Roberts
  • Como Seduzir um Duque - Kahryn Caskie
  • Coração de Guerreira - Deborah Simmons
  • Perguntas Perfeitas, Respostas Perfeitas
  • Prabhupãda, Um santo no Século XX

A Coisa - Stephen King

Vou retomar minhas postagem nesse blog falando de "A coisa" que Manuela Monjardim tem indicado nos últimos dez anos da nossa amizade. hahaha

Por ser um livro com quase 900 páginas eu sempre acabei adiando a leitura, até que resolveram fazer um novo filme dele.

Então vamos lá, vou tentar falar do livro sem dar spoilers, já deixando claro que algumas pessoas provavelmente vão discordar do que eu vou dizer Manuela mas gosto é gosto né?

Primeiramente quero dizer que foi meu primeiro livro do Stephen King e que o livro me surpreendeu com relação ao plot: ele é muito mais sobre a amizade entre sete crianças do "Clube dos perdedores" que sobre "A coisa" em si.

Os personagens são cativantes, a história é bem desenvolvida e tem muitas passagens até mesmo poéticas que fazem a gente ficar "awwn" num livro do gênero terror.

Agora vem a bomba que fará com que eu seja apedrejada por Manu haha:

Achei o livro maravilhoso porém não gosto da maneira como ele é escrito.

Essa necessidade do King de descrever todos os lugares por onde eles passam, sobre a história de Derry, sobre parentes de personagens, enfim necessidade de detalhar tudo sobre tudo é meio cansativo e confesso que eu dava umas puladas na leitura pra não ficar entediada.

Por outro lado algumas coisas que eram importantes pra mim, que tivessem um desfecho mais bem descrito a respeito dos personagens principais ficaram sutis ou subentendidas. Mas isso é gosto pessoal meu. Eu gosto de descrição de sentimentos e a respeito dos personagens principais, de resto eu prefiro que seja sutil ou deixe para a imaginação ou quem sabe um próximo livro. "A coisa" esgota todas as descrições possíveis sobre Derry.

Uma coisa que concordo com Manu é sobre o filme não mostrar 1% da intensidade e maravilhosidade desta história que termina com um gostinho meio doce e amargo ao mesmo tempo. É como se eu tivesse me despedido de amigos de infância, queria mais sobre eles.

Outra coisa que me incomodou, é que a história não é linear. Como se passa em 2 tempos, quando os personagens são crianças e adultos, esses 2 tempos ficam acontecendo simultaneamente com muita frequência e exatamente no meio de acontecimentos importantes o que me deixou irritada porque quebrou aquele clima de tensão lendo. A sensação foi a mesma que estar no meio de um sexo muito bom e a pessoa resolve levantar no meio do clímax pra fazer um xixi.

Mas levando em consideração apenas a história eu achei o livro muito bom. Por esses detalhes citados porém não dou 5 estrelas, dou 4 e meia pq se tirasse muita descrição que pra mim foi inútil para o desenvolvimento da história, o livro poderia ter muito menos que 837 páginas.

Enfim, se você, como eu, prefere livros mais objetivos, leia. Os personagens são maravilhosos assim como suas histórias, mas prepare-se pra lengalenga. Se você gosta de descrição de tudo e de todos, leia porque você terá um orgasmo com esse livro HAHA

Carol - Patrícia Highsmith

Therese Belivet vê Carol Aird pela primeira vez em uma loja de departamentos de Nova York, onde trabalha como vendedora. Carol está escolhendo um presente de Natal para a filha e resplandece numa aura de perfeita elegância. Observando-a do balcão, Therese está inteiramente despreparada para o choque de uma epifania erótica e para um amor que será imediatamente condenado por todos. Pois a vida de dona de casa suburbana de Carol é tão imbecilizante quanto o emprego de Therese, e ambas partem para uma jornada sem volta.

Carol. Honestamente nem me sinto digna de fazer resenha para esse livro, já sei que não vou conseguir exprimir em palavras aqui tudo que essa obra me passou durante a leitura. Me fez voar, me atirou pelas paredes e no fim, me deixou no chão. Vou ser imparcial e não achar defeito nenhum, já vou logo avisando. Só tenho vontade de gritar pra todo mundo "ai, meu Deus! Leia! Leia! Leia!" enquanto choro feito louca. 

A verdade é que esse livro me arrebatou e me deixou sem ar a maior parte do tempo e eu simplesmente amo com esse tipo de coisas acontece. E isso acaba me deixando um pouco sem palavras, mas vamos tentar.

Primeiro, me falaram para ver o filme (ahan, tem livro e filme), e fui uma decepção para as amigas quando me perguntaram “E ai, amou?” e eu respondi “Achei bom”. Verdade, o filme não me passou quase nada. Cheguei a conclusão que sou péssima na arte de interpretar películas. Enquanto as pessoas se derretiam de amores, eu olhava tudo e não via nada demais ali. 

Então resolvi ler o livro. E aí que o mundo parou. A história é tão natural e envolvente que foi impossível não se emocionar. A narração não nos entrega somente os fatos, também expressa os sentimentos e as emoções da personagem. É como um poema; lírico, bonito, bem escrito e cativante. É o tipo de obra que passamos a vida torcendo para encontrar. O difícil depois é se contentar com menos do que isso. 

Quanto ao relacionamento, é a parte que é retratada com naturalidade, o que se tratando do tema é tão raro de encontrar. Nos faz refletir sobre como um amor é simplesmente um amor e dá até vergonha de ter preconceito.

Um fato curioso é que, foi com lágrimas nos olhos que fui comentar com uma amiga (que acha melhor o filme) que tinha sentido tanta emoção uma cena, que não conseguia nem explicar. E vejam só que coincidência: ela sentiu o mesmo, sobre a mesma cena, só que no filme. Ou seja, cada um no seu quadrado, né? Cheguei a conclusão de que meu negócio é literatura mesmo.


Horror na Colina de Darrington - Marcus Barcelos

* Resenha por Rebeca Maria
Horror na Colina de Darrington se passa em 2004 e é narrado por Ben Simons, que conta a história do terrível episódio vivido por ele em South Hampton, quando tinha 17 anos de idade.


Com sua tia debilitada, seu tio ausente por conta do trabalho e sua prima mais velha na faculdade, Ben vai até a casa deles na Colina de Darrington para tomar conta de sua prima Carla, de apenas 5 anos.

No entanto, a tranquilidade da colina é quebrada em uma madrugada por um pesadelo que a cada minuto se mostra mais real, e Ben se descobre preso entre a casa em que está e o inferno onde mora um mal sem precedentes.

Num ritmo acelerado, Ben vai narrando os detalhes do que viveu e da luta impensável que travou para tentar manter a si próprio e a Carlinha em segurança e, sem querer, se descobre peça chave de uma conspiração que irá balançar com a sua sanidade.


Alternando o que Ben viveu em 2004 e as provas e bastidores do caso nos dias atuais, "Horror na Colina de Darrington" mantém o leitor preso nos detalhes, que tornam a história complexa, intrigante e verossímil. 

Onde termina a realidade e começa o inferno? Conecte os pontos e descubra.

Sejam bem-vindos à Colina de Darrington. Sejam bem-vindos ao maior pesadelo de Ben Simons.

CRÍTICA -com spoilers-

Vamos lá. Primeiro vou começar dizendo que eu nunca tinha lido nada do gênero HORROR. Mas ultimamente o macabro, sinistro, sanguinolento tem me chamado a atenção. Não sei exatamente porque.

Eu estava no shopping, dando meu passeio obrigatório pela livraria, quando avistei um livro preto, com folhas laterais pretas. Eu acho que nunca tinha reparado num livro assim, e foi a primeira coisa que me impulsionou a ler. Fiquei intrigar sobre que horror poderia conter naquelas poucas páginas. É um livro fino, 230 páginas, mas que me prenderam muito bem e me fizeram ler o livro inteiro na livraria, em cerca de 3h. Não me orgulho disso, de não tê-lo comprado, admito, mas com certeza ele estará na minha prateleira em breve.

Vou começar dizendo que eu comecei a ler esse livro sem pretensão nenhuma, não esperava que fosse ler tudo tão rápido.

Começa com Ben explicando rapidamente quem é e de onde veio e onde está. Na casa dos tios, com a tia doente, cuidando da priminha de 5 anos. Até que ele ouve a prima na sala, rindo e olhando para o teto e rindo. Ele pergunta do que ela está rindo e a menina diz -estou rindo da moça lá em cima. mas ela está triste, ela está com as tranças enroladas no pescoço. Óbvio que nessa hora a minha reação foi fechar o livro e falar -Esse livro não é pra mim, já estou com medo. Fechei, botei ele de volta na prateleira, andei até a saída da livraria e... voltei e peguei o livro preto de novo. -Mas agora eu estou curiosa. Curiosidade é a melhor coisa num livro, certo? Nada melhor do que estar curiosa pelas próximas linhas, páginas, capítulos.

Pela próxima 1h e meia, eu estava lendo aquele livrinho preto, absorta em como uma história tão simples poderia ser tão interessante. E tão rápida também.

Ben segue vendo, ouvindo e sentindo coisas estranhas. Carla, a prima de 5 anos, segue vendo e falando coisas sinistras,e é interessante como as coisas vão se encaixando, a história vai evoluindo.

Depois de algumas páginas a história fica mais interessante do que aterrorizante. 

A narração é rápida, a linguagem flui muito bem, e as peças vão se encaixando. É um pesadelo sobrenatural, com muito sangue e maldades e mortes. O que eu precisava no momento.

Não dá pra falar muito sem entregar a história, mas eu gostei bastante pela simplicidade e fluidez.

Não é um livro nota 10, mas eu daria um 8 e certamente vou ler a sequência.

* Resenha por Rebeca Maria

A Garota no Trem - Paula Hawkins


* Resenha por Rebeca Maria


Todas as manhãs Rachel pega o trem das 8h04 de Ashbury para Londres. O arrastar trepidante pelos trilhos faz parte de sua rotina. O percurso, que ela conhece de cor, é um hipnotizante passeio de galpões, caixas d’água, pontes e aconchegantes casas.

Em determinado trecho, o trem para no sinal vermelho. E é de lá que Rachel observa diariamente a casa de número 15. Obcecada com seus belos habitantes – a quem chama de Jess e Jason –, Rachel é capaz de descrever o que imagina ser a vida perfeita do jovem casal. Até testemunhar uma cena chocante, segundos antes de o trem dar um solavanco e seguir viagem. Poucos dias depois, ela descobre que Jess – na verdade Megan – está desaparecida.

Sem conseguir se manter alheia à situação, ela vai à polícia e conta o que viu. E acaba não só participando diretamente do desenrolar dos acontecimentos, mas também da vida de todos os envolvidos.


Peguei esse livro pra ler depois de ver o resumo. Thrillers psicológicos me chamam muito a atenção, e eu estava ansiando por uma leitura um pouco mais adulta, séria e pesada. Me pareceu que eu encontraria isso no livro.

E eu tinha uma visão completamente diferente do que eu encontrei no livro, o que me decepcionou um pouco. Eu imaginava algo mais denso, personagens mais complexos e bem explicados. Não sei se eu fui com muita sede ao pote, mas o livro me decepcionou um pouco.

A personagem principal é chata, não cativa, e a cada linha você quer dar um grito nela "Acorda pra vida, Rachel". Então, o início da leitura é um pouco arrastado, lento. Um pouco de paciência é necessária para passar das 20 primeiras páginas. À medida que você vai conhecendo novos personagens, você vai vendo que a história pode, sim, ser boa, pois alguns deles são interessantes e merecem medalhas de ouro por aturarem a Rachel.

Spoiler! Logo de início percebemos que Rachel é uma mulher problemática, depressiva, sem nenhuma auto-estima e alcoólatra vitimista. Tudo é um bom motivo para sofrer pelo Tom -o ex dela- e tudo é um excelente motivo para beber um ou dois copos de Gin. Com isso, ela tende a observar os outros e imaginar como seria a vida deles. É onde entram Megan e Scott, o casal que Rachel imaginou ser perfeito e pensa em toda uma vida de rosas para eles. Coincidentemente, eles moram praticamente vizinhos à ex casa de Rachel, onde Tom, agora, mora com a nova mulher e a filha. Quando Megan desaparece, tudo fica um pouco mais interessante no livro. Principalmente porque Rachel viu tudo, mas, como era de se esperar, estava bêbada e não lembra de nada.

A nossa visão é a de Rachel, então começa a ficar interessante nos perguntar onde está Megan, está morta? Fugiu? Se está morta, quem matou? Todos os personagens que aparecem no livro, salvo Cathy (💖), se tornam suspeitos, e a cada capítulo -e nova visão- o suspeito principal muda.

Eu pensei várias vezes em abandonar o livro, porque eu já estava odiando todos os problemas da Rachel, e alguns trechos de linguagem do livro são... baixas... e, apesar de serem cotidianas, eu não gosto. Mas fiquei curiosa pra saber o final -que tanto diziam que era ótimo- e não queria simplesmente pular para as últimas páginas. Persisti.
Admito que tinha outra ideia de thriller psicológico, imaginava algo mais sanguinolento, com um serial killer ou algo do tipo. Ou um suspense bem pesado... mas encontrei uma bêbada no meio do caminho que se meteu numa enrascada e quase não consegue sair dela.

O final surpreende, de uma certa forma. E nos faz pensar que não é uma realidade tão absurda, e que isso deve acontecer mais do que imaginamos, apenas não temos notícias sobre. Mas uma coisa o livro acertou. Você não tem certeza de quem é até chegar nas últimas páginas. Esse foi o trunfo -talvez único- do livro, e talvez seja responsável pelo sucesso que ele fez.

De 1 a 10 eu daria 7. Não é um livro totalmente ruim, mas não é excelente. Vale a leitura pela curiosidade, mas não botaria esse livro à frente de outros.


* Resenha por Rebeca Maria

Cantinho das Escritoras


Repassando uma atualização feita pela Karine;

Reparem que tem uma nova página no nosso menu principal: Cantinho das Escritoras 

Algumas de nós aqui gostam de se aventurar pela escrita além da leitura e aos poucos vamos desencubando essas histórias escondidas haha
 
Fiquem a vontade para conhecer nosso cantinho e ler nossas obras, ficaremos muito felizes :D
Karine Corso

Destrua-me - Tahereh Mafi



Destrua-me é o livro 2, de "Estilhaça-me", que já falei aqui .

A história continua ótima, já que particularmente sou fã de distopias. A personagem principal nos faz torcer por ela assim como Katniss em Jogos Vorazes e pra variar veio um triângulo amoroso chato nessa segunda parte.

E o pior: tá difícil escolher, pq os dois são lindos, rolou química e tensão sexual com os dois aiaiai estou tão confusa quanto Juliette. Só aguardando pra ler o livro 3 mesmo.

Sem contar que um deles é todo anti-herói com daddy issues. Entendededores entenderão né?

O foco neste livro é a adaptação de Juliette ao seu novo meio, já que pela primeira vez ela tem a companhia de várias pessoas como ela e não é uma prisioneira.

Podemos ver uma Juliette um POUCO mais segura de si e de seus poderes e o final do livro deu a entender que no livro 3 finalmente ela vai estar fodona empoderada, porque os mimimi de "sou pirigosa e tenho que ficar longe das pessoas" cansa um pouquinho.

Mas não cansa o suficiente pra não nos fazer devorar cada página.

Particularmente estou fascinada pela forma como a escritora descreve os sentimentos. É como se estivéssemos sentindo as emoções junto com Juliette. Até porque ela usa o famoso risco que eu nunca tinha visto em nenhum livro. E apesar do livro ser contado em primeira pessoa (algo que está meio modinha, cá entre nós.) conseguimos ter uma boa visualização dos outros personagens e das outras histórias.

Enfim recomendo tanto quanto o primeiro. Leiam e me ajudem a escolher entre os boys haha.

É isso, boa noite ^^